sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O poeminha bobo que não sabe rimar



Queria fazer um poeminha
Daqueles que rimam, entende?
E oferecê-lo ao meu amor
Que de tão contente
Num único sorriso 
Deixaria esse mundo todo com mais cor
Como se fosse uma flor
que só bem-me-quer.
Mas boa de rima eu não sou
Então, meu amor, se contente! 
A sua rima escapou
Como as pétalas da flor 
num mal-me-quer de um vento intransigente
Mas me traz seu sorriso de presente 
Eu não prometo rimas num poema comovente…
Porque poemas eu não sei fazer
Então o que, sinceramente, posso lhe dizer
É que gosto de você e meu carinho é todo seu!

Para Natércia, que sabe fazer rimas!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sobre provas de amor


(Cuecas e Calcinhas - Alexandre Nero)

Antes de começar, peço licença - a poética.

Agora sim.

"Me dá uma prova de amor?"
Uma frase que apesar de comum, me causa estranhamento. Não cabe na minha cabeça que o amor precise de provas. O amor é fato e sabe disso, sem crises existenciais. Mas vem essa mania cientificista dos humanos de querer provas de tudo e põe em xeque a maior beleza do amor: de ser, simplesmente porque é. Gostaria de estender um pouco mais o texto, porém, a ideia única e fundamental já foi expressa.

Mas se você insistir na proposta das provas de amor, tenho algumas dicas e posso compartilhar. Primeiro você pode pedir a ele para dividir o sorvete, do pote mesmo (tomar sorvete direto do pote é mais gostoso). E que tal dividir o mesmo copo de cerveja na sexta a noite e depois da cerveja solicitar gentilmente que ele fique mais um pouco? Vai lá! Peça uma prova de amor e pergunte se ele topa te ajudar a preparar um jantar gourmet especial pra vocês dois. Pode ser Yakisoba ou aquele macarrão com salsicha maravilhoso que você sabe fazer, ou ainda arroz, feijão e ovo frito (ele pode fritar o ovo!). E depois desse jantar refinado, fala, como quem não quer nada, que gostaria que ele dormisse contigo nesse sábado, porque nada te deixa mais feliz do que acordar ao lado dele num domingo.

Precisa de mais? Tem outra ótima: sugira a ele que todo mês vocês separem um dia pra caminharem no fim de tarde e mais a noite irem ao café preferido. Tomar banho juntos é uma boa pedida, com massagem pós-banho melhor ainda e com carinho pós-massagem… hum! Não há quem resista. Despretensiosamente, diga a ele que seria legal demais assistir a um filme água com açúcar e comer pipoca juntos. Ou sei lá, jurar que precisa muito viajar com ele no final do ano pra aquele lugar que você quer muito conhecer. Não é nenhum absurdo pedi-lo que acompanhe seu ritmo durante a corrida e até que ele te acompanhe um dia na aula de Yoga. Vai que ele aceita te dar essa prova de amor.

Não, eu não me contento com pouco. É que grandes acontecimentos ocorrem esporadicamente e o amor… O amor é construído e fortalecido no dia-a-dia, na rotina. Sim, na rotina! Datas especiais, presentes surpresas, flores, chocolates são mesmo uma delícia, mas se o seu amor te aceita com todas as suas marcas e características (que as vezes nem você gosta) ele deve merecer um pouco de crédito da sua parte. Um amor que precisa de provas? Repense! O amor não se acha, ele tem certeza.

Dispenso a licença poética.
Amor a gente sente e fala… nessa ordem.

P.S.: Perdão, o texto se estendeu além do esperado!

Monólogo


(Good Bye My Lover - James Blunt)

É, acho que eu sou cara de pau mesmo. Você deve ter percebido pela minha audácia nas indiretas… bem diretas quando a gente se conheceu.
"Hey, você é tão… interessante!"
"Hey, gostei de você naquele momento em que te vi sentado naquela mesa, bebendo cerveja."
"Lembra que eu te dei um boa noite? Pois é, eu pensei em dizer ‘vamos fugir daqui, só você e eu?’"
"Hey, essa sua boca, seu cabelo, seus olhos, esse seu olhar, esse seu jeito, seu tudo… me deixa pirada!"
"Quero você!"
"Quero te ver…"

Uma dia…
Uma noite… Um luar, um sorriso, o beijo, a entrega
"Hoje você é meu!"
"Hey, adorei tudo que a gente fez. O carro, o vidro embassado e…"
"Pra onde a gente foge hoje?"
"Beijar essa sua boca, alisar seu cabelo, te olhar nos olhos, esse seu olhar me hipnotizando, esse seu jeito, seu tudo… Foi demais!"
"Te quero mais algumas noites."
"Que dia a gente se vê de novo?"

E o próximo capítulo eu já sei qual é…
"Hey, namora comigo?"
"Eu já sei a resposta. Mas você sabe que eu não tenho medo de ouvir um não."
"Claro que eu não estragaria nossa noite fazendo essa medíocre pergunta logo de início."
"É, acho que termina por aqui. Vou fugir sem você."
"Vou sentir saudade dessa sua boca, seu cabelo, seus olhos, desse seu olhar, desse seu jeito, seu tudo…"
"Eu ainda te quero… Todas as noites."
"Quem sabe a gente se vê."

4 de novembro de 2012

domingo, 12 de janeiro de 2014

"Deixa que esse verão eu faço só"



Basta ser humano para cometer equívocos, erros, enganos, desvios… Mas já me cansei de provar para mim mesma que eu sou forte para encarar essas coisas porque a verdade é que eu não sou tão forte assim. Nem sempre dá para se fechar e simplesmente ser indiferente à qualquer coisa que tente causar algum afeto. As vezes é tão difícil lidar com algumas decepções que só respirar fundo não é suficiente para acabar com a falta de ar… 
É incrível a nossa capacidade de se perder na estrada! São tantos descaminhos. Inventamos de pegar um atalho e parece que tudo se complica mais ainda. É como se fossemos passar por uma curva a 120 por hora, não é difícil saber que não se tem o controle de nada.
Ah… São tantos pensamentos gritando alto que na hora de se externalizar só saem confusões, incoerências, sentimentos cindidos.
Sempre soube que nada seria fácil, só não imaginava que seria uma sequência de lances errados, tortos. Acontecimentos que sempre fincam no cume do isolamento.

27 de dezembro de 2012

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sobre um futuro conhecido


(Escrevi esse texto ouvindo baixinho Já é tarde - Tiê)

Será que quando ele chegar vai gostar da minha delicadeza ao fazer o carinho antes de dormir e do meu beijo de boa noite, mesmo quando em seguida ele sentir o peso da minha perna sobre o corpo dele? E será que ele vai se sentir feliz em me ver sorrindo, mesmo depois do susto de me ver acordar com o cabelo tudo bagunçado, desgrenhado?

Será que ele vai me dar um beijinho todas as vezes em que eu me queimar tentando cozinhar aquele prato que ele adora? Ele não precisa gostar de sorvete e nem de chocolate, mas será que vai se incomodar quando eu me lambuzar com essas coisas gostosas? Pode até ser que ele ria das bobagens que eu falo a qualquer hora e ria também da minha mania de acreditar em tudo que as pessoas dizem e ria das minhas crises de riso inevitáveis quando conto algumas histórias que aconteceram comigo.

É possível que ele fique bravo quando ouvir um grito por causa da barata no quarto, no banheiro ou em qualquer lugar da casa. Mas acho que ele vai adorar ouvir minhas declarações de amor inusitadas e as minhas mil e uma maneiras de dar bom dia. Será que ele vai me amar tanto que vai gostar até de me ouvir cantar, gostar de ler os meus textos, meus recados na geladeira e as mensagens no celular?

Será que ele vai se importar porque eu não pinto as unhas, nem sempre uso maquiagem e, as vezes, passo o dia sem pentear os cabelos? É possível que as vezes ele fique irritado por eu não parar de falar as minhas ideias malucas, mas pode ficar impressionado ao perceber que eu sei levar uma boa conversa. Será que ele vai gostar dos meus óculos, das minhas cores, dos meus sonhos? Eu sei que eu sou assim, meio ogra, bastante desengonçada, mas ele pode ter certeza de que eu sei fazer coisas que hummmmm… (E só ele vai saber desse meu lado fatal)!

O relógio dele só pode estar quebrado, não há outra explicação. Porque ele existe e tá por aí vagando, querendo me achar. Mas toda essa demora é quase cruel! Não vejo a hora de ele chegar pra eu saber logo como é o nome dele, o rosto dele e do que ele gosta, além de mim.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Não vou desistir de você


(Escrevi esse texto ouvindo I won't give up - Jason Mraz)

Não é por causa de um motivo tão bobo desses que eu vou deixar você escapar das minhas mãos, do meu colo, do meu mundo. Esse mundo que só se tornou suportável depois que você chegou e o virou de ponta a cabeça e o bagunçou completamente. É na sua bagunça que eu me acho. É só você que consegue compreender essa minha capacidade de ser tão desajeitada com tantas coisas, até quando eu quero dizer que eu te amo. E você sabe que, se as vezes eu titubeio pra falar, é porque o amor é tão grande que mal consegue sair com palavras. Então, nem pense em um dia supor que eu vou embora sem lutar por isso que me mantem viva. 

É absolutamente improvável que eu simplesmente entregue os pontos só por conta de uma risadinha irônica do destino me dizendo que eu não vou conseguir preservar o que é nosso. Eu já falei pra ele, já falei pra você que eu vou fazer uso de tudo que eu puder e do que eu não puder, porque o que eu não conseguiria mesmo é cuidar de mim sem você. É inimaginável que eu possa seguir em frente sem o seu impulso, sem o seu otimismo me dizendo que juntos a gente alcança o ponto mais alto do universo e até nossa felicidade. Mas olha, eu já alcancei a minha felicidade e não vou deixá-la se dissipar longe de mim. Então, não pense que eu vou desistir de você tão facilmente. 

Você deve tá achando que é muito desespero meu. E é. É desespero, é urgência. Eu quis tanto e agora que eu te encontrei nada vai me fazer mudar a minha ideia determinada de estar do seu lado até nas horas mais complicadas e nos momentos mais confusos, como esse em que você se encontra. Entenda, assim como seus sorrisos logo pela manhã me dão segurança de que eu superarei tudo que vier durante o dia, o meu amor é a garantia de que eu nunca, em nenhuma hipótese, vou desistir de nós. 

Não pressuponha, não cogite que um dia eu vá embora sem você ou que deixarei você ir sem antes ter derramado a última gota de sangue desse meu coração que pulsa veementemente e que só bate assim com força porque encontrou a razão pela qual pode existir. Então, não me peça que por um motivo desses eu desista do que me trouxe à vida porque eu não vou desistir de você. Não vou.