sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Por quê?
São tantos os porquês da vida... Só na língua portuguesa já temos quatro variações para não restarem dúvidas (ou seria para não faltarem?)!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Sinastria
(De todos os loucos do mundo - Clarice Falcão)
Nós dois, tão pateticamente iguais, inclusive na estupidez. A sinastria mais incrivelmente perfeita de que se tem conhecimento na história. Dois ridículos competindo para ver quem consegue ser mais sacana com o outro. Tanta coisa em comum e um mundo de imaturidade a ser superado. Como pode ser? Eu e você tentando de tudo para atrapalhar o que já tá escrito há milhões de anos. O script está todo perfeito, mas a gente apaga e deturpa tudo, só pra variar. Sempre damos um jeitinho de dar aquela entortadinha no ponto de exclamação e nos tornamos uma grande interrogação.
Eu não suporto esse seu jeito indeciso e o meu jeito meio turrão, sabe? Mas eu amo tudo que um dia a gente fez e tudo que um dia a gente ainda vai fazer
Será que um dia vamos parar de dar trabalho ao destino? Qualquer hora dessas ele se cansa e nos prega uma peça daquelas! O mundo já tá cansado de avisar. É tão fácil, tão fácil que a gente precisa até complicar.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Do mundo
(Pra curtir a vibe - MAGIC! - Don't kill the magic)
A paisagem pelo caminho inspira palavras. Morros, serras, litoral... Poucas horas me separam do meu destino... a vida! A liberdade me abraçou e parece não querer soltar. E quando eu voltar pra casa trarei tudo comigo, fotos, amigos, culturas, lugares, quem sabe um amor, e principalmente, eu mesma. Sem medo de me arrepender pelo "tempo perdido" ou "dinheiro mal gasto". Já estou acumulando bens, a felicidade, as "good vibes", a serenidade, boas histórias pra contar. Cultivando a leveza de ser, fincando raízes em todo lugar. Aprendendo com um desafio diferente a cada dia, me virando do jeito que posso. Identificando a beleza de todos os detalhes, fundindo-me com universo. Se quiser vir, me encontre aqui, no sossego de um lugar paradisíaco chamado paz!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Anestesia
(Uma música fala mais que mil palavras -> Logo eu - Luiza Possi)
Tudo tem seu lado bom. O sofrimento, por exemplo, é matéria-prima para quem gosta de tecer palavras. Mas ando tão sei lá que nem para sofrer tô funcionando. Talvez seja tolerância, tantas doses que o corpo se acostumou. Tô sedada para o mundo. De tanto que pedi, ele parou, mas agora não consigo nem ao menos descer.
"Um paradoxo do pretérito imperfeito com a teoria da relatividade!'"
Estou contradição. Morrendo de vontade de encontrar alguém. Aquele alguém que me fará esquecer que um dia houveram outros alguéns. Que me provará que reciprocidade não é história da carochinha. Que vai jogar na minha cara que príncipes não existem, mas que um sapo pode ser encantador. Encantador não! Vou procurar outro adjetivo ou que seja esse alguém o próprio adjetivo. Estou excluindo dos meus dias qualquer palavra que contenha dor. Encantador, encanador, roedor..
Ah, vi a dor! Vi sim... e senti também. E ela não me deixou saudades, talvez porque ainda esteja aqui. Tão aqui que estou a falar dela sem parar, mudando o rumo da prosa.
A fatalidade é que, paradoxalmente, em paralelo a minha vontade de encontrar alguém, eu quero estar sozinha também. Acho que 'nunca antes na história desse país' eu quis tanto curtir a minha solitude, estar comigo mesma, superar meus medos, meus limites, tolerar-me como nunca, sair da minha zona de conforto. E que zona! Parece que ter completado 1/4 de século me deixou tão diferente, irreconhecível, que hoje sinto essa necessidade de me resgatar... Resgatar não, desvendar! É curioso como algumas roupas do meu armário que antes eu amava, hoje cabem no meu corpo, mas não cabem mais no meu estado. Meu estado agora é outro, acho que meu país também.
Junto com o anseio de ter alguém, eu tenho o desejo de tomar um café na companhia de mim mesma, ir ao cinema só comigo, dançar sozinha, viajar só nós dois, Deus e eu. Sei lá, tenho a impressão de que, nesse momento, não dá pra eu me apresentar de uma forma tão idônea para um outro ser porque estou tendo a grata surpresa de me deparar com um eu que não tenho tanta intimidade ainda.
Talvez eu seja sim uma contradição. Mas não por querer encontrar alguém e simultaneamente querer estar sozinha. Pode ser que eu queira ser encontrada. E pode ser, sobretudo, que, talvez, eu esteja enlouquecida para encontrar alguém muito especial, sem a qual não poderia viver e que tem o poder de me fazer esquecer todos os outros alguéns... Eu mesma.
Estou no auge dos meus 25 anos e aprendi a deixar partir o que precisa ir. Aceito a dor, só que hoje eu prefiro o mar... remar pro interior da minha imensidão, amar o que minha nova vida me traz, rimar minhas linhas com as curvas do vento, perfumar o mundo, inflamar de amor!
Assinar:
Comentários (Atom)




