quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Re(tro)spectiva
Final de ano…
Engraçado como finais de ano sempre me trazem sentimentos ambivalentes. Um mistura de alegria e nostalgia, um saudosismo triste pelo ano que termina e parece que leva com ele tudo que aconteceu. E aí uma hora antes da virada de ano, começa a passar um filme de tudo que aconteceu nos últimos doze meses, bem na minha frente.
E é nessa hora que eu me recordo de todas as coisas que eu gostaria de ter feito e não fiz.
Das coisas que eu não gostaria que tivessem acontecido, mas que foram inevitáveis.
Dos amores que levantaram voo e dos que pousaram por aqui.
Das loucuras as quais não me cedi e das que me excederam.
Do meu mal jeito, às vezes meio mau, só querendo ser bom.
Das coisas que serenamente ou forçosamente aprendi e do que, modestamente, ensinei.
De todos os foras, incertezas, incongruências, dissonâncias.
Das quedas, dos arranhões e das cicatrizes que, embora marquem, são melhores que feridas abertas.
Aí eu me lembro dos sorrisos lindos que provoquei com minhas bobagens e das gargalhadas sonoras que dei pro mundo.
Das músicas que me fizeram fechar os olhos e pensar em alguém.
Dos momentos intensos na minha rotina.
Das pessoas que (sorte a minha) aparecerem e me mostraram, sem querer, o que é a saudade (aquela saudade gostosa que a gente sabe que vai acabar porque essa pessoa vai voltar).
Dos meus vacilos com quem não merecia e das minhas tentativas de cuidado com quem faz a vida valer a pena.
E também me lembro dos meus sucessos e do meu orgulho pelos trabalhos, cansativos, mas bem feitos.
Então me bate uma vontade de que acabe logo esse ano e venha outro. Outro em que todas essas experiências se repitam, mas que sejam diferentes… Sejam ainda mais saborosas, ainda mais profundas, abundantes e que sempre valham a pena!
sábado, 21 de dezembro de 2013
Persona
Ela costuma pisar nos vários homens que vivem se arrastando, agarrando-lhe as pernas. Ela adora aquela sensação jubilosa de dizer “talvez”, porque um “não” é definitivo demais e ela se deleita em plantar dúvidas nos pobres rapazes. Ela se sente poderosa ao ver o celular chamando desesperado com tantas mensagens sem retorno. Ela dá um sorrisinho satisfeito quando sabe que eles virão o aviso de “mensagem visualizada” no Facebook, assim terão certeza de que ela faz questão de deixá-los esperando. Ela não abre mão da ambivalência, ora os trata com carinho, ora como capachos porque sabe que é assim mesmo que eles ficam mais apaixonados.
Mas tem outra coisa que ela sabe muito bem…
Ela sabe que é apenas mais uma das mulheres que se arrastam por um certo homem e que tenta, derrotada, agarrar-lhe as pernas. E sabe que todos os dias ela sofre sem conseguir ao menos um não e se afoga nos incertos “talvez” que ele a lança. E sabe que grita em palavras, enchendo a caixa de mensagens do celular dele, suplicando por uma meia atenção. E também sabe que ele simplesmente não está afim de gastar energia para responder as inúmeras mensagens visualizadas no Facebook. Ela sabe o jogo dele de tratá-la ora com amor, ora com desprezo e tem consciência de que, por mais que tente se livrar, acaba se emaranhando mais.
E é judiando dos moços que ela tenta, sem sucesso, esquecer as chicotadas e marcas a ferro e fogo que ele deixa nela dia após dia.
É essa mulher naugrafada que está por trás daquele mar impetuoso.
Mas tem outra coisa que ela sabe muito bem…
Ela sabe que é apenas mais uma das mulheres que se arrastam por um certo homem e que tenta, derrotada, agarrar-lhe as pernas. E sabe que todos os dias ela sofre sem conseguir ao menos um não e se afoga nos incertos “talvez” que ele a lança. E sabe que grita em palavras, enchendo a caixa de mensagens do celular dele, suplicando por uma meia atenção. E também sabe que ele simplesmente não está afim de gastar energia para responder as inúmeras mensagens visualizadas no Facebook. Ela sabe o jogo dele de tratá-la ora com amor, ora com desprezo e tem consciência de que, por mais que tente se livrar, acaba se emaranhando mais.
E é judiando dos moços que ela tenta, sem sucesso, esquecer as chicotadas e marcas a ferro e fogo que ele deixa nela dia após dia.
É essa mulher naugrafada que está por trás daquele mar impetuoso.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
(Des)encontro das águas
(Encontro das Águas - Jorge Vercillo)
A gente se encontrou…
A gente brincou, sorriu, experimentou, alucinou. A gente gozou a vida no melhor que ela pode dar em alguns ligeiros momentos. A gente disse sem preocupação pra deixar fluir que o rio encontra seu caminho naturalmente!
Eu deixei fluir. Nosso rio me levou pra um mar imenso e cristalino. E eu flutuei nas brandas ondas, desbravando o alto mar e descobrindo mistérios. E nesses instantes de levitação na paz, mal pude perceber a linha tênue na qual me equilibrava. Ao poucos senti o sabor ostensivo do sal agredindo meu paladar e as ondas hostis que rapidamente me retiraram do estado transcendente, como um prelúdio para o redemoinho de sentimentos ameaçadores.
Retornei ao nosso rio para saber do caminho.
Me deparei com seus olhos sonhadores querendo se “casar domingo, na praia, no sol, no mar ou num navio a navegar”. Almejando, assim como eu, desvendar mistérios de alguém que te deixou paralisado.
Isso! É isso mesmo que eu tenho sentido por você, mas tinha medo de reconhecer.
Então, abruptamente percebi que diante do nosso rio haviam dois caminhos.
Você está apaixonado… e não é por mim.
Deixamos fluir!
Você desaguou em outro mar e eu corri pelo outro lado. Por um caminho em que, o que foi um dia nosso rio, secou sem deixar rastros e nenhuma nascente.
A gente se desencontrou, enfim.
5 de dezembro de 2012
Não foi e não há...
Realmente tem horas que a gente não consegue mesmo falar tudo que tá entalado querendo sair em forma de choro.
Eu ando com tanta raiva da vida e de mim que não dá nem pra mensurar. Perceber o quanto ainda sou fraca, frágil, ingênua não tem sido fácil.
A verdade é que há muito tempo alguém não mexia tanto assim comigo.
Ele veio a procura de paz e levou toda a minha. Eu me deixei levar. Eu vi nele a oportunidade de tocar o céu. E juntos fomos bem alto, mas chegando no topo ele soltou minha mão. Eu cai com a mesma rapidez com que subi e a queda foi bastante dolorosa.
Ele apareceu e, então, a felicidade invadiu minha casa de uma forma tão avassaladora que não deu tempo de abrir a porta. Ela entrou derrubando tudo: portas, janelas, telhado, o portão que eu achava ser forte. E o que eu poderia fazer? Ela era uma visita que há muito tempo eu esperava. Finalmente ela chegara. Mas foi embora velozmente que não deu nem tempo de me despedir. Deixou-me só a certeza de que eu preciso construir muros bem mais fortes. Mas até que eu consiga levantar tudo de novo e com uma força redobrada terei que passar por longas noites de frio e solidão e um temporada de trabalho árduo.
Quando ele surgiu todas as músicas especiais se tornaram “nossas” músicas. E agora voltarão a ser somente músicas. E o meu coração?
Meu coração não mais... Não há. Não vida. Não paz. Não nós.
Só palavras. Só lamentos. Só eu...
Só.
30 de dezembro de 2012
domingo, 1 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Suas malas já estão aqui...
(Escrevi esse texto ouvindo Fim de Caso - Dolores Duran)
...Por favor, não vamos matar o amor que nos resta com essa insistência patética. Ele nos fez tão bem, deu-nos momentos tão bonitos... É preferível deixá-lo ir à mantê-lo na tortura do nosso dia-a-dia.
É mais digno que encerremos agora essa caminhada, já que não há mais paisagens que nos forcem a coragem. Então, não vamos perder a chance do nosso último ato de bravura para fazermos isso por nós. Não sejamos tão covardes a ponto de não admitir que escutamos o prelúdio do fim.
A nobreza também mora no reconhecimento de que algo precisa acabar, para o bem. Sofrimento muito menor é o que vamos sentir ao atravessar o campo minado necessário para explorar um mundo novo, desconhecido e estranho. Continuar na monotonia de uma lâmina que dilacera devagar não é justo pra ninguém.
Eu não vou te guardar no fundo de um gaveta de papeis velhos e amarelados. E você, não me coloque num porão empoeirado pra desaparecer entre as ruínas. Nossa despedida não pode ser capaz de nos deixar tão a esmo. Merecemos lugares melhores.
Sejamos sábios para preservar o que de mais sereno fizemos por nós mesmos.
"Estar-se preso por vontade..."
Dia desses eu estava andando na rua e ouvi a música que alguém estava ouvindo. E a letra dizia algo do tipo "sorte de quem está solteiro porque não está preso à ninguém". E logo um bocado de vagalumes acenderam o bumbum na minha cabeça e eu pensei "pô... é essa a ideia que as pessoas tem do amor? Uma prisão?".
Sim, porque eu parto do princípio de que quem não está solteiro, está em um relacionamento... Se a pessoa está em um relacionamento é porque ela ama ou pelo menos gosta muito do outro (a menos que ela esteja sendo obrigada por alguma circunstância infeliz da vida... é, elas acontecem) e isso é estar preso?
Relacionarem o amor à prisão de fato me assusta!
Porque na minha concepção, o amor está muito mais ligado à liberdade, à sentir-se pleno do que à castração, à limitação.
Amor é um negócio tão bonito chega a ser ridículo, às vezes, sabe? Esse discurso (que não deveria ser apenas um discurso) de deixar o outro livre porque, se ele quiser verdadeiramente, ele fica, é muito pertinente. Já pensou que isso faz todo sentido? Porque se ele não quisesse ficar de verdade, você gostaria que ele ficasse porque você o obrigou, pressionou? O outro por acaso é um ser destituído de vontade? Não, acho que não! Ele tem vontades e mais... tem a possibilidade de escolha! E cadê a educação que mamãe te deu para respeitar a escolha do outro?
Ihh, já tem outros construtos aparecendo aqui!
Foco no amor e.... x!
O amor... o amor inspira liberdade. Veja bem, eu não disse permissividade ou libertinagem. Mas o outro precisa do espaço dele pra ser ele mesmo. Ou você acha que agora é obrigação dele te fazer feliz e completar todos os vazios com os quais você não pode lidar?
E lembre-se, você é um "outro" para alguém... E, portanto, também merece esse respeito, essa plenitude, essa liberdade, esse amor!
É uma loucura, para mim, pensar que tem pessoas que jugam o amor assim, de forma tão cruel.
PRISÃO!
Isso é outra coisa... E estão confundindo o amor com essa outra coisa!
P.S.: Ah, fazendo uma referência ao título do post. Acho lindo o poema do Camões, mas continuo achando a palavra "preso" muito pesada. Prefiro pensar em "fixar morada" em um lugar dentre tantos outros disponíveis... Com a beleza de ter sido escolhido e a compreensão de que um dia alguém pode se mudar!
P.S.S.: A imagem... um coração formado por pássaros (a arte do editor de imagens!)... bem significativo!
sábado, 2 de novembro de 2013
Amor de padaria
Ele é um pão, eu sou um sonho!
Vamos nos casar e teremos lindas rosquinhas.
Amor quentinho de forno à lenha
Recheado de doce de leite
Coberto de chantilly e chocolate granulado
Um amor bem longe dos frios e salgados!!
Vamos nos casar e teremos lindas rosquinhas.
Amor quentinho de forno à lenha
Recheado de doce de leite
Coberto de chantilly e chocolate granulado
Um amor bem longe dos frios e salgados!!
Café pra dois
(Escrevi esse texto ouvindo Tous les garçons et les filles - Le Prince Miiaou cover)
- Café bem forte e amargo pra dois, por favor.
- Não seria melhor esperar sua companhia chegar? O café pode esfriar.
- Não, ele não vai chegar, nem espero mais. Por que pra dois? Ora, porque eu gosto desse gostinho amargo em grande quantidade. E não me olha com essa cara de piedade, moço. Você por acaso sente falta de algo que nunca teve? E pelo que eu saiba, você nunca me viu com alguém, viu? Como? Alguém pra conversar? Ah! Eu tenho psicólogo, mas se você quiser pode sentar à mesa pra gente trocar umas ideias ou ficar em silêncio. Já percebeu como o silêncio faz bem? É, eu gosto de ficar sozinha, curtindo o silêncio. Eu sempre me dei muito bem com a minha solidão. Carinho? Ah, meus pais são vivos e, eu tenho cachorro! Não ri, vai... É verdade! Você realmente acha que precisa de alguém pra viver? Eu terminei a faculdade, tenho meu emprego, meu carro mais ou menos, meu a.p.... E consegui tudo sozinha, acredite! Ah, é... às vezes eu gostaria sim de acordar com alguém num domingo de chuva e passar o dia vendo filme, jogando conversa fora, tomar um chocolate quente. Mas meu travesseiro me entende e fica tudo bem. Ai, desculpa você precisa trabalhar e eu aqui tomando seu tempo. Vai lá! E, quem sabe, qualquer dia, tipo amanhã, eu volte e peça um café bem forte e amargo pra dois. Pra nós dois.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Iluminado
Aquelas pessoas que vêm e nos marcam profundamente, enchem nossa vida de alegria e nos ensinam muitas coisas, não importa o quanto tenham permanecido. Por muito ou pouco tempo, elas imprimem na nossa existência algo que volta e meia aparece.
O amor! Elas trazem o amor e vão embora (porque são livres) e o amor fica. Um amor bonito... Daqueles que a gente fecha os olhos, sorri e torce pra que, onde quer que essas pessoas estejam, estejam bem.
E quando é uma pessoa especial que vem, como num sobressalto, e tão rápido quanto veio, vai embora.
Ah! Essa pessoa não dá pra esquecer.
A gente chora quando lembra tudo que viveu. Não são lágrimas de tristeza. Não! A gente chora de alegria, de gratidão por ter vivido algo tão incrível, tão sem palavras pra descrever.
A gente chora, não é pela decepção de ter visto a pessoa indo embora, mas pela dádiva de tê-la tido por perto.
Um brinde às "pessoas tatuagem" (e que eu possa ser uma na vida de alguém!).
Um brinde "aos que passaram" e aos que virão!!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Chorar é preciso...
Por mais que eu tenha clara a ideia que não é necessário prolongar o sofrimento.
Mesmo que eu compreenda a fluidez da vida.
Ainda que eu sabia da transitoriedade das coisas,
das volições volúveis das pessoas,
da instabilidade e da metamorfose tão típicas dos seres.
Por mais que a minha consciência esteja convicta de que tudo é possível, passível (e até esperado)...
É preciso chorar...
Vivenciar o luto pela perda do objeto de amor é necessário.
Ajuda a entender e aceitar que um ciclo se fechou,
organizar as ideias.
Posso até racionalizar que "assim é melhor", mas preciso experimentar a minha dor.
(Faz parte do processo de aceitação!)
Foto: autor desconhecido
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Não me espere para o jantar...
(Escrevi esses versos ouvindo Pra que insistir? - Daniel Chaudon)
Sua intermitência tem me causado indigestão.
Não quero mais, mesmo te querendo com força.
Até mais ver!
Até o dia em que eu exorcizar você [de mim].
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Uma nota sobre certas músicas
Algumas músicas insistem em querer fazer parte da trilha sonora de uma história que ainda nem existe.
sábado, 13 de julho de 2013
Mais ou menos assim...
(Música pra relaxar Fim de Tarde - Bruna Caram)
Não acho que seja amor, nem tampouco uma paixão avassaladora. Talvez tenha alguma outra definição que eu não sei explicar e nem quero. É só que, eu me sinto bem quando tenho você por perto. É que mesmo no caos, fica tudo certo. E o seu sorriso parece aquele sol tranquilo depois da chuva forte, que não queima, aquece. E quando eu deito minha cabeça no seu peito é como se eu me deitasse numa grama durante o pôr-do-sol laranja, toda as minhas preocupações se esvaem como se nunca tivessem existido.
Não acho que seja amor, nem tampouco uma paixão avassaladora. Talvez tenha alguma outra definição que eu não sei explicar e nem quero. É só que, eu me sinto bem quando tenho você por perto. É que mesmo no caos, fica tudo certo. E o seu sorriso parece aquele sol tranquilo depois da chuva forte, que não queima, aquece. E quando eu deito minha cabeça no seu peito é como se eu me deitasse numa grama durante o pôr-do-sol laranja, toda as minhas preocupações se esvaem como se nunca tivessem existido.
É só que, o trânsito congestionado fica insignificante quando lembro que você é o alvo. E as luzes da cidade piscam seu nome em neon e sinalizam mais forte quando estou mais perto de chegar aos seus braços. E o seu abraço é como uma viagem á paz. E a conchinha deliciosa que a gente faz é como se eu tivesse asas e o céu inteiro disponível e mesmo assim preferisse ficar ali quietinha, no aconchego do seu carinho.
É só que, as palavras se tornam composições dos anjos quando saem da sua boca. E o mar toca meu corpo quando você me toca. E o seu beijo cromatiza qualquer vestígio de escuridão. E o tempo corre, voa, enquanto fico completamente paralisada com a energia que emana de você. E exalar teu cheiro é como brincar em um jardim. E sentir o seu corpo sobre o meu é como alcançar o ápice da transcendência.
Se eu choro por sua causa? Não! É só que, sua liberdade me emociona! Sua leveza, seus caminhos, seus sonhos… Me emocionam. E é por isso que mesmo com todo o bem que você me faz, eu peço: Não se sinta preso, nunca! Seja livre, assim como você é. Corra livremente, seja de braços abertos em minha direção ou pra outro rumo, mas que haja brilho nos olhos, sempre!
Bem, acho que eu não sei mesmo como nomear isso, melhor… Assim pode ser tudo que a gente quiser!
6 de outubro de 2012
sexta-feira, 14 de junho de 2013
E de repente...
(Escrevi ouvindo Iluminado - Vander Lee)
Seja por algo ou, principalmente, por alguém o fascínio do novo quase sempre vem acompanhado por uma pontinha de medo. Aquele medo compreensível causado pelas tantas vezes em que o coração pediu pra se jogar, mas que logo após as aventuras dos voos livres vieram as quedas, no mínimo, frustrantes. E depois de tantos sinais distorcidos, histórias mal escritas e promessas vazias, o que resta é vestir o traje da indiferença, como se todos os dias fossem domingos.
Mas, como diria Vinícius, “de repente, não mais que de repente” a vida traz um presente que resgata todos os sentidos daquele estado de inércia. E confunde, encanta, desperta borboletas (aquelas que vivem no estômago, sabe?). De repente os pensamentos levam a pessoa frequentemente para onde ela gostaria de estar. O coração sorri de tal maneira que todo o corpo sorri também. As palavras, mesmo impetuosas e cheias de vontade de serem ditas e entendidas, ficam bobas, clichês, mas igualmente cheias de verdade. De repente, fechar os olhos ganha um significado a mais.
Então o impulso de se jogar novamente arrebata a alma. E assim como não se recusa um delicioso banho de chuva por causa do medo do resfriado no dia seguinte, não se deixa de aproveitar todas as sensações do voo livre por causa do medo da queda. O coração frio dá espaço à sua verdadeira face romântica. E como diz a canção “românticos […] conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão”. É até cansativo ter tantos “medos” em um texto só, por mais pequeno que seja… Imagina por uma vida inteira!
Nem sei como terminar isso… Deve ser porque já me cansei de finais. Agora quero um começo sem ter que pensar no fim.
Para Diogo.
16 de dezembro de 2012
Para Diogo.
16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Palavreando
Fim.
E depois do fim não há nada que impeça outras palavras de brincarem sobre uma história.
Às vezes fazem confusão.
Às vezes choram a ilusão que foi perdida.
Às vezes rabiscam na tentativa de serem compreendidas.
Às vezes suspiram de alívio.
Às vezes relembram o que foi bom.
Às vezes transformam-se em hieroglifos indecifráveis.
Às vezes gritam, berram, xingam.
Às vezes questionam.
Às vezes sorriem.
Às vezes revivem, repetem, regridem.
Às vezes agridem.
Às vezes se fazem de bobas.
Ás vezes surpreendem.
Às vezes reescrevem.
Às vezes rimam, poetizam.
Às vezes silenci…
O que está por trás das palavras?
Quem está por trás das palavras?
sábado, 19 de janeiro de 2013
Demodê!
Falo do amor sem nunca tê-lo vivido. Desculpem-me a franqueza e a audácia.
Mas aquele amor romântico, sabe? Quando duas almas dispostas se encontram e trabalham para manter-se juntas (eu chamo de “aquela coisa bonita”)? Isso, de fato, eu não conheço.
A vida até tem me dado amostras grátis. Umas suaves, outras com mais intensidade. Algumas definitivamente erraram o endereço… Já outras de tão boas cheguei a pensar finalmente ter recebido o frasco de 100ml vindo da fonte de aroma inigualável do amor.
Ah, o amor!
Aquela coisa bonita que reduz todo ser à uma breguice risível. Como bem disse Fernando Pessoa sobre as cartas de amor ridículas.
Piegas, tolo, sentimental!
Aquela coisa bonita que metamorfoseia qualquer tipo de gente em uma ingenuidade quase verdadeira a ponto de fazer acreditar numa eternidade ilusória.
Fatalista que só ele.
É nada difícil encontrar alguéns abandonados de si, jogados rotos e maltrapilhos na ponte entre o amor e a separação. E com a fraqueza do corpo e o vazio do copo trazem todo o drama de achar que nunca mais outro alguém!
Amor… aquela coisa bonita que de tão bonita às vezes enjoa.
Aquela coisa bonita que vive por aí e se esconde de mim com uma eficiência louvável. (Aí eu faço companhia pr’aquelas pessoas maltrapilhas citadas acima, mais fodida ainda!)
O amor é tão clichê, clichê, clichê…
(Tudo que eu queria ter!)
Mas aquele amor romântico, sabe? Quando duas almas dispostas se encontram e trabalham para manter-se juntas (eu chamo de “aquela coisa bonita”)? Isso, de fato, eu não conheço.
A vida até tem me dado amostras grátis. Umas suaves, outras com mais intensidade. Algumas definitivamente erraram o endereço… Já outras de tão boas cheguei a pensar finalmente ter recebido o frasco de 100ml vindo da fonte de aroma inigualável do amor.
Ah, o amor!
Aquela coisa bonita que reduz todo ser à uma breguice risível. Como bem disse Fernando Pessoa sobre as cartas de amor ridículas.
Piegas, tolo, sentimental!
Aquela coisa bonita que metamorfoseia qualquer tipo de gente em uma ingenuidade quase verdadeira a ponto de fazer acreditar numa eternidade ilusória.
Fatalista que só ele.
É nada difícil encontrar alguéns abandonados de si, jogados rotos e maltrapilhos na ponte entre o amor e a separação. E com a fraqueza do corpo e o vazio do copo trazem todo o drama de achar que nunca mais outro alguém!
Amor… aquela coisa bonita que de tão bonita às vezes enjoa.
Aquela coisa bonita que vive por aí e se esconde de mim com uma eficiência louvável. (Aí eu faço companhia pr’aquelas pessoas maltrapilhas citadas acima, mais fodida ainda!)
O amor é tão clichê, clichê, clichê…
(Tudo que eu queria ter!)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Alucinações
Na realidade, tá tudo indo muito bem sem você. É, sério mesmo! Tirando o fato de que amanhã eu tenho que acordar às 5:00 da madrugada pra estar às 7:00 na faculdade e fazer uma prova da qual, sinceramente, eu nem estudei… E você sabe porque eu não estudei. Como não? Claro que sabe. Por sua causa! Percebi que algo estava muito estranho quando lia o seu nome em todas as linhas e seu rosto e seus gestos… Mas tudo bem, nisso eu dou um jeito. Tanto faz, nem preciso de nota mesmo. Coisa de nerd.
O que me preocupa e ter que acordar tão cedo quando eu mal consigo dormir, porque você também não deixa. É difícil dormir enquanto seu fantasma se movimenta tanto em minha cama. É difícil manter os olhos fechados quando meu corpo procura desenfreadamente o seu. E principalmente quando minha esperança me desperta em um súbito sobressalto por causas dos breves momentos alucinatórios dos seus braços me acolhendo.
Olha, quer saber? Vai embora! Vai!
Vai embora! Me deixa dormir…
Me deixa viver.
Sai da minha cabeça, da minha lembrança, da minha alma, das minhas digitais.
Começa agora sua mudança de mim.
O que me preocupa e ter que acordar tão cedo quando eu mal consigo dormir, porque você também não deixa. É difícil dormir enquanto seu fantasma se movimenta tanto em minha cama. É difícil manter os olhos fechados quando meu corpo procura desenfreadamente o seu. E principalmente quando minha esperança me desperta em um súbito sobressalto por causas dos breves momentos alucinatórios dos seus braços me acolhendo.
Olha, quer saber? Vai embora! Vai!
Vai embora! Me deixa dormir…
Me deixa viver.
Sai da minha cabeça, da minha lembrança, da minha alma, das minhas digitais.
Começa agora sua mudança de mim.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Inconsonância
Casa vazia!
O silêncio espia os barulhos
de fora.
De dentro os ruídos perturbam
o silêncio.
Casa vazia?
O silêncio espia os barulhos
de fora.
De dentro os ruídos perturbam
o silêncio.
Casa vazia?
sábado, 5 de janeiro de 2013
Apatias de um fim de semana
Não sei nem exatamente o que sentir quando percebo…
Que eu não faço parte de nenhum dos seus melhores momentos.
Que eu nunca estou por perto quando você escancara seu sorriso mais sincero.
Que eu nunca vou fazer parte da conversa descontraída da sua roda de amigos.
Que em nenhum próximo final de semana vou desfrutar da sua companhia naquela viagem pra lugar nenhum.
Que eu gozo tudo que posso nas poucas horas em que estou com você porque sei que talvez não tenham outros instantes pra me deliciar no seu corpo.
Que nunca estarei nos seus planos pra daqui umas semanas ou anos… Nem nos próximos minutos.
Que eu sempre vou ser lembrada em algumas noites por causa de algumas poucas noites.
Que pra você eu nunca vou passar de alguém que… Alguém???
*Foto: autor desconhecido
Que eu não faço parte de nenhum dos seus melhores momentos.
Que eu nunca estou por perto quando você escancara seu sorriso mais sincero.
Que eu nunca vou fazer parte da conversa descontraída da sua roda de amigos.
Que em nenhum próximo final de semana vou desfrutar da sua companhia naquela viagem pra lugar nenhum.
Que eu gozo tudo que posso nas poucas horas em que estou com você porque sei que talvez não tenham outros instantes pra me deliciar no seu corpo.
Que nunca estarei nos seus planos pra daqui umas semanas ou anos… Nem nos próximos minutos.
Que eu sempre vou ser lembrada em algumas noites por causa de algumas poucas noites.
Que pra você eu nunca vou passar de alguém que… Alguém???
*Foto: autor desconhecido
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
"Faça amor, não faça a barba!"
(Escrevi esse texto ouvindo Closer - Nine Inch Nails)
Vem!
Traz sua língua pra junto da minha.
Chega mais perto do meu rosto com essa barba que moldura o seu.
Eu enlouqueço quando você vem com ela roçando em meu pescoço, minha nuca, meus mamilos, meu umbigo… Arranhando meu juízo.
Vem, não demora…
Quando sua língua lascívia e sua barba orgástica percorrem meu corpo, eu me transformo.
Eu fico nua, pura, puta, selvagem, imoral, escrava desse desejo insano.
Vem logo,
porque quando você ‘tá aqui o mundo lá fora se dissipa. E eu não penso em nada mais além de você dentro de mim, fundindo nossos corpos, nossas almas, nos suspiros de prazer extremo e transcendente.
Você precisa de mais motivos para vir?!
Eu peço de novo se precisar!
Numa boa:
Não perde seu tempo fazendo a barba e vem fazer amor comigo!
*Postagem especial para a page "Faça amor, não faça a barba" no facebook! *-*
*Tenho loucura pelo Caco Ciocler
*Foto: Luiza Dantas
Mais um daqueles casuais...
(Escrevi esse texto ouvindo Formato Mínimo - Skank)
Medo de ficar sozinha eu não tenho. Nem sou de criar expectativas. Acho demasiado perigoso esperar algo de alguém. Se nem nós mesmos fazemos tudo que esperamos de nós, imagina outra pessoa, que não tem obrigação nenhuma de fazê-lo. E mais que isso, não esperando nada, é uma frustração a menos no currículo.
Mas eu confesso, não posso ser tão hipócrita e negar que, sim… eu gostaria que as coisas tivessem se configurado de uma forma diferente. Aquele primeiro encontro foi parecido com o que um dia eu tinha imaginado no sonho mais fofo, incluindo toda a sua audácia e safadeza! A Lua cheia refletindo no lago do parque, os beijos, os abraços, o brilho nos olhos pela oportunidade de conhecer alguém que há tão pouco era só mais um ser dentre tantos outros.
Oportunidade… Foi isso que vi, senti, tremi… Tremi por vivenciar sensações que eu nunca tinha experimentado antes. Experimentar… Era isso que eu desejava: Te experimentar. E eu fui. Fui sem medo, sem valor, sem juízo, sem pecado, sem vergonha, sem roupa… Completamente despida no corpo, na alma, nas verdades. Cabelos naturais, cara limpa e o jeito desastrado, ás vezes nada sexy. Eu: simples e sincera, às vezes falando besteiras por não ter o que falar até a boca ficar seca. Seca de tanta vontade de beber sua boca, de beber você.
Bobagem! O que, lá no fundo, eu esperava que se tornasse cotidiano continuou no casual. Uns lances casuais que provocam êxtase momentâneo e desejos permanentes. E sempre que nos encontramos, no lugar que seja, nos envolvemos ali, nos deliciamos ali, nos amamos ali e tudo fica ali… Refletido nos espelhos, pintado nas paredes, espalhado nos lençóis e o que sobra é derramado no caminho de volta às nossas vidas antes de nós. Você segue sua rotina e eu fico pensando no quanto eu gostaria de mais uma dose embriagante de você.
E no meio disso tudo, eu só espero de mim que eu não espere nada mais de nada.
4 de outubro de 2012
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Estupidamente eu
É degradante pensar no quanto eu fico estúpida perto de você.
É detestável lembrar que perto de outros eu sou do tipo difícil. Do tipo chata. Do tipo arrogante. Do tipo que sente nojo quando certas mãos tentam tocar. Do tipo que não suporta apertos e amassos a qualquer hora, sempre tão fora de hora. Do tipo hostil. Do tipo que xinga e fala palavrão. Do tipo que mostra o dedo. Do tipo que tem TPM todos os dias. Do tipo que sente vontade de bater com força. Do tipo que tem vontade de gritar de raiva. Do tipo que tem asco de todos esses ‘tipinhos’ patéticos. Do tipo que sente um tédio mortal nessas presenças vazias. Do tipo durona. Do tipo auto-suficiente. Do tipo inalcançável.
Aí chega você e eu não sei que droga você é, o que você tem, o que você faz ou se é tudo isso junto. Mas todo aquele tipo se dissolve e eu fico do tipo burra. Do tipo fácil. Do tipo que se entrega. Do tipo que sonha. Do tipo fofa. Do tipo que escreve textos românticos. Do tipo que procura. Do tipo que se rende. Do tipo que olha fotos. Do tipo que sorri pensando. Do tipo que oferece música. Do tipo que faz planos. Do tipo que sente frio na barriga. Do tipo que adora seu tipo. Do tipo que quer toda hora, sempre é hora. Do tipo que se joga. Do tipo que se doa. Do tipo louca. Do tipo perdida. Do tipo apaixonada. Do tipo verdade. Do tipo eu.
*Foto: autor desconhecido
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Última gota dionisíaca
Amanheceu! E agora eu 'tô aqui curtindo uma ressaca com a puta dor de cabeça que você me deixou.
*Foto: autor desconhecido
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
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