sábado, 19 de janeiro de 2013

Demodê!

Falo do amor sem nunca tê-lo vivido. Desculpem-me a franqueza e a audácia.
Mas aquele amor romântico, sabe? Quando duas almas dispostas se encontram e trabalham para manter-se juntas (eu chamo de “aquela coisa bonita”)? Isso, de fato, eu não conheço.
A vida até tem me dado amostras grátis. Umas suaves, outras com mais intensidade. Algumas definitivamente erraram o endereço… Já outras de tão boas cheguei a pensar finalmente ter recebido o frasco de 100ml vindo da fonte de aroma inigualável do amor. 
Ah, o amor!
Aquela coisa bonita que reduz todo ser à uma breguice risível. Como bem disse Fernando Pessoa sobre as cartas de amor ridículas.
Piegas, tolo, sentimental!
Aquela coisa bonita que metamorfoseia qualquer tipo de gente em uma ingenuidade quase verdadeira a ponto de fazer acreditar numa eternidade ilusória.
Fatalista que só ele. 
É nada difícil encontrar alguéns abandonados de si, jogados rotos e maltrapilhos na ponte entre o amor e a separação. E com a fraqueza do corpo e o vazio do copo trazem todo o drama de achar que nunca mais outro alguém!
Amor… aquela coisa bonita que de tão bonita às vezes enjoa.
Aquela coisa bonita que vive por aí e se esconde de mim com uma eficiência louvável. (Aí eu faço companhia pr’aquelas pessoas maltrapilhas citadas acima, mais fodida ainda!)
O amor é tão clichê, clichê, clichê…
(Tudo que eu queria ter!)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Alucinações

Na realidade, tá tudo indo muito bem sem você. É, sério mesmo! Tirando o fato de que amanhã eu tenho que acordar às 5:00 da madrugada pra estar às 7:00 na faculdade e fazer uma prova da qual, sinceramente, eu nem estudei… E você sabe porque eu não estudei. Como não? Claro que sabe. Por sua causa! Percebi que algo estava muito estranho quando lia o seu nome em todas as linhas e seu rosto e seus gestos… Mas tudo bem, nisso eu dou um jeito. Tanto faz, nem preciso de nota mesmo. Coisa de nerd.
O que me preocupa e ter que acordar tão cedo quando eu mal consigo dormir, porque você também não deixa. É difícil dormir enquanto seu fantasma se movimenta tanto em minha cama. É difícil manter os olhos fechados quando meu corpo procura desenfreadamente o seu. E principalmente quando minha esperança me desperta em um súbito sobressalto por causas dos breves momentos alucinatórios dos seus braços me acolhendo.
Olha, quer saber? Vai embora! Vai!
Vai embora! Me deixa dormir…
Me deixa viver.
Sai da minha cabeça, da minha lembrança, da minha alma, das minhas digitais.
Começa agora sua mudança de mim.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Inconsonância

Casa vazia!
O silêncio espia os barulhos
de fora.
De dentro os ruídos perturbam
o silêncio.
Casa vazia?

sábado, 5 de janeiro de 2013

Apatias de um fim de semana

Não sei nem exatamente o que sentir quando percebo…
Que eu não faço parte de nenhum dos seus melhores momentos.
Que eu nunca estou por perto quando você escancara seu sorriso mais sincero. 
Que eu nunca vou fazer parte da conversa descontraída da sua roda de amigos.
Que em nenhum próximo final de semana vou desfrutar da sua companhia naquela viagem pra lugar nenhum.
Que eu gozo tudo que posso nas poucas horas em que estou com você porque sei que talvez não tenham outros instantes pra me deliciar no seu corpo.
Que nunca estarei nos seus planos pra daqui umas semanas ou anos… Nem nos próximos minutos.
Que eu sempre vou ser lembrada em algumas noites por causa de algumas poucas noites.
Que pra você eu nunca vou passar de alguém que… Alguém???

*Foto: autor desconhecido

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Faça amor, não faça a barba!"



(Escrevi esse texto ouvindo Closer - Nine Inch Nails)

Vem!
Traz sua língua pra junto da minha.
Chega mais perto do meu rosto com essa barba que moldura o seu.
Eu enlouqueço quando você vem com ela roçando em meu pescoço, minha nuca, meus mamilos, meu umbigo… Arranhando meu juízo.

Vem, não demora…
Quando sua língua lascívia e sua barba orgástica percorrem meu corpo, eu me transformo.
Eu fico nua, pura, puta, selvagem, imoral, escrava desse desejo insano.

Vem logo,
porque quando você ‘tá aqui o mundo lá fora se dissipa. E eu não penso em nada mais além de você dentro de mim, fundindo nossos corpos, nossas almas, nos suspiros de prazer extremo e transcendente.

Você precisa de mais motivos para vir?!
Eu peço de novo se precisar!
Numa boa:
Não perde seu tempo fazendo a barba e vem fazer amor comigo!

*Postagem especial para a page "Faça amor, não faça a barba" no facebook! *-* 
*Tenho loucura pelo Caco Ciocler

*Foto: Luiza Dantas

Mais um daqueles casuais...



(Escrevi esse texto ouvindo Formato Mínimo - Skank)

Medo de ficar sozinha eu não tenho. Nem sou de criar expectativas. Acho demasiado perigoso esperar algo de alguém. Se nem nós mesmos fazemos tudo que esperamos de nós, imagina outra pessoa, que não tem obrigação nenhuma de fazê-lo. E mais que isso, não esperando nada, é uma frustração a menos no currículo. 

Mas eu confesso, não posso ser tão hipócrita e negar que, sim… eu gostaria que as coisas tivessem se configurado de uma forma diferente. Aquele primeiro encontro foi parecido com o que um dia eu tinha imaginado no sonho mais fofo, incluindo toda a sua audácia e safadeza! A Lua cheia refletindo no lago do parque, os beijos, os abraços, o brilho nos olhos pela oportunidade de conhecer alguém que há tão pouco era só mais um ser dentre tantos outros.

Oportunidade… Foi isso que vi, senti, tremi… Tremi por vivenciar sensações que eu nunca tinha experimentado antes. Experimentar… Era isso que eu desejava: Te experimentar. E eu fui. Fui sem medo, sem valor, sem juízo, sem pecado, sem vergonha, sem roupa… Completamente despida no corpo, na alma, nas verdades. Cabelos naturais, cara limpa e o jeito desastrado, ás vezes nada sexy. Eu: simples e sincera, às vezes falando besteiras por não ter o que falar até a boca ficar seca. Seca de tanta vontade de beber sua boca, de beber você.

Bobagem! O que, lá no fundo, eu esperava que se tornasse cotidiano continuou no casual. Uns lances casuais que provocam êxtase momentâneo e desejos permanentes. E sempre que nos encontramos, no lugar que seja, nos envolvemos ali, nos deliciamos ali, nos amamos ali e tudo fica ali… Refletido nos espelhos, pintado nas paredes, espalhado nos lençóis e o que sobra é derramado no caminho de volta às nossas vidas antes de nós. Você segue sua rotina e eu fico pensando no quanto eu gostaria de mais uma dose embriagante de você.

E no meio disso tudo, eu só espero de mim que eu não espere nada mais de nada.

4 de outubro de 2012

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Estupidamente eu


É degradante pensar no quanto eu fico estúpida perto de você.

É detestável lembrar que perto de outros eu sou do tipo difícil. Do tipo chata. Do tipo arrogante. Do tipo que sente nojo quando certas mãos tentam tocar. Do tipo que não suporta apertos e amassos a qualquer hora, sempre tão fora de hora. Do tipo hostil. Do tipo que xinga e fala palavrão. Do tipo que mostra o dedo. Do tipo que tem TPM todos os dias. Do tipo que sente vontade de bater com força. Do tipo que tem vontade de gritar de raiva. Do tipo que tem asco de todos esses ‘tipinhos’ patéticos. Do tipo que sente um tédio mortal nessas presenças vazias. Do tipo durona. Do tipo auto-suficiente. Do tipo inalcançável.    

Aí chega você e eu não sei que droga você é, o que você tem, o que você faz ou se é tudo isso junto. Mas todo aquele tipo se dissolve e eu fico do tipo burra. Do tipo fácil. Do tipo que se entrega. Do tipo que sonha. Do tipo fofa. Do tipo que escreve textos românticos. Do tipo que procura. Do tipo que se rende. Do tipo que olha fotos. Do tipo que sorri pensando. Do tipo que oferece música. Do tipo que faz planos. Do tipo que sente frio na barriga. Do tipo que adora seu tipo. Do tipo que quer toda hora, sempre é hora. Do tipo que se joga. Do tipo que se doa. Do tipo louca. Do tipo perdida. Do tipo apaixonada. Do tipo verdade. Do tipo eu.

*Foto: autor desconhecido

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Última gota dionisíaca


Você foi um porre de whiskey que eu tomei com volúpia, luxúria, escândalo. Doses pesadas, quase imorais, que me deixaram leve, solta, ilimitada. Uma overdose de lascividade com sensações artificiais na imprudência de um paraíso inventado.
Amanheceu! E agora eu 'tô aqui curtindo uma ressaca com a puta dor de cabeça que você me deixou.

*Foto: autor desconhecido

terça-feira, 1 de janeiro de 2013