Falo do amor sem nunca tê-lo vivido. Desculpem-me a franqueza e a audácia.
Mas aquele amor romântico, sabe? Quando duas almas dispostas se encontram e trabalham para manter-se juntas (eu chamo de “aquela coisa bonita”)? Isso, de fato, eu não conheço.
A vida até tem me dado amostras grátis. Umas suaves, outras com mais intensidade. Algumas definitivamente erraram o endereço… Já outras de tão boas cheguei a pensar finalmente ter recebido o frasco de 100ml vindo da fonte de aroma inigualável do amor.
Ah, o amor!
Aquela coisa bonita que reduz todo ser à uma breguice risível. Como bem disse Fernando Pessoa sobre as cartas de amor ridículas.
Piegas, tolo, sentimental!
Aquela coisa bonita que metamorfoseia qualquer tipo de gente em uma ingenuidade quase verdadeira a ponto de fazer acreditar numa eternidade ilusória.
Fatalista que só ele.
É nada difícil encontrar alguéns abandonados de si, jogados rotos e maltrapilhos na ponte entre o amor e a separação. E com a fraqueza do corpo e o vazio do copo trazem todo o drama de achar que nunca mais outro alguém!
Amor… aquela coisa bonita que de tão bonita às vezes enjoa.
Aquela coisa bonita que vive por aí e se esconde de mim com uma eficiência louvável. (Aí eu faço companhia pr’aquelas pessoas maltrapilhas citadas acima, mais fodida ainda!)
O amor é tão clichê, clichê, clichê…
(Tudo que eu queria ter!)

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