quinta-feira, 19 de junho de 2025

Sol em Virgem. Lua em áries


(Estava ouvindo... Phill Veras - Vício)

Eu transito entre a racionalidade e o pulsar das emoções. Quase que no mesmo instante em que explodo de ciúmes e medos, sou tomada por uma clareza de pensamento que torna tudo absurdamente límpido e compreensível. Eu também não entendo o porquê de me deixar levar por insanidades e assombros de algo que já foi e não representa nenhum risco para o hoje que se faz tão grande, maior que os meus devaneios puderam imaginar. 

No fundo, deve ser só a raiva e a inveja de todos os momentos felizes que você viveu sem que eu estivesse do lado. Mas que audácia ter vivido tantos anos de amor e realizações intensas e incríveis com alguém que não era eu! Tudo que eu vivi não chegou perto de tamanha transgressão. O meu coração pensava se apaixonar loucamente a cada 12 meses. O seu não. O seu foi fiel até o fim. Dia após dia escolhendo aquela mesma pessoa, com terror ou ternura, em meio a deleites ou sacrifícios, fazendo sempre a mesma escolha. Enquanto eu escrevia ensaios, você escrevia um romance com vários capítulos! 

Ah! Como não sentir raiva e inveja dessa história escrita sem mim? E como não me alegrar por todos os eventos felizes que você viveu, por todos os dias em que foi amado, por todas as homenagens que recebeu? Ora, quanta alegria sinto por saber que você esteve feliz por tanto tempo, quando estávamos longe. A felicidade, afinal, não pertence a mim para que você não pudesse vivenciá-la em toda sua magnitude. Eu também vivi feliz sem você naqueles dias. Hoje talvez eu demore um bocado a encontrá-la se você não estiver. 

E assim eu continuo transitando entre razão e a loucura. Flutuando entre a coerência da lógica e a elucubração das minhas fantasias. É quando numa fresta, no meio dessas divagações, uma certeza se mostra fatal e incontestável: 

Nós 

Manifesto do Nosso Amor


Nossa história começa no improvável, no impossível, numa semente que caiu no coração e foi germinando devagar. É uma história que começa na espera, na paciência, no respeito ao tempo do outro, na delicadeza de ir despertando um ao outro sem alvoroço. 

O nosso amor começou a crescer a partir do acolhimento das dores, medos, cicatrizes, lutos e lutas. Mas ele também foi regado a café quentinho, ao som de 'Nsync e escurinho do cinema. Hoje ele é mantido pelo respeito ao que fomos e, sobretudo, pelo que somos. É mais forte porque pulsa em quatro corações cheios de carinho (quatro por enquanto!). É vivo, grande, colorido e determinado a construir um futuro juntos. 

Seguiremos nossa jornada lado a lado, seja caminhando (e se perdendo no caminho porque nos distraímos em nossas conversas sempre tão boas), seja voando (literalmente ou só nos planos para ficarmos ricos). Nos dias de sol, de gargalhadas até doer a barriga e também nos dias de turbulência (no avião e na vida). 

Que todos os dias sejamos nossa própria escolha. Que continuemos sendo companheiros, bons ouvintes, compreensivos, acolhedores, mantendo o diálogo a que estamos acostumados. Que cada a cada dia que passe, sejamos um casal mais lindo e divertido, se é que isso é possível, já somos muito incríveis e maravilhosos!

Que o nosso amor seja sempre mais forte que os filmes ruins, os boletos e a vontade de comer doces! Que nossa família esteja sempre firmada no amor, no cuidado, nos chameguinhos e algumas birras (pra manter a adrenalina na vida)! 

Que as bênçãos de Deus estejam sobre nós,
Assim seja!

12 de junho de 2025

Eu te...



(Djavan - Pétala)

Há um tempo me lamentava por não conseguir escrever
Via-me perdida entre tantas linhas vazias
Como se a inspiração que outrora existia
Tivesse sido arrancada como folha de caderno velho. 

Hoje, longe dos lamentos, ainda não escrevo
Mas diferente da apatia que antes paralisava
As palavras não repousam em folhas
Porque estão sendo vividas todos os dias,  na prática.

As mãos escolheram escrevê-las em forma de carinho
Os olhos expressá-las em cada encontro de olhar
Os braços em todos os abraços
E a boca em cada beijo que preenche os vazios
E enche a vida do que antes eu não sabia que podia sentir

Agora dentre tantas expressões e vocábulos rebuscados
A frase que chega um pouco mais perto
Do que, em vão, tento descrever continua sendo aquela
Que vem sempre que penso em você

Para o meu Luiz
13 de janeiro de 2025 


Você surgiu para renovar a minha fé. 

Te ver foi exercer a fé de que um dia você estaria do meu lado, sem que eu fizesse a menor ideia de como isso poderia acontecer. 

Saber da sua existência trazia de volta uma fé na minha própria existência. 

A fé de que eu poderia sair do limbo entre o salto e o fim do abismo ao qual havia me atirado. 

Seus olhos e sorriso resgataram a minha fé na minha capacidade de enxergar a vida com mais cores do que a monocronia em que ela estava se tornando. Trouxe a fé de que eu ainda poderia rir até doer a barriga. 

O seu amor fez renascer a minha fé no amor, outrora desacreditado, abandonado, enterrado no quintal da alma de tão desejado e não alcançado.

A sua companhia me faz sentir fé mesmo quando lembro dos dias fechados. 

Você reacendeu a minha fé em mim.

Para o meu Luiz
28 de maio de 2025.