Há um tempo me lamentava por não conseguir escrever
Via-me perdida entre tantas linhas vazias
Como se a inspiração que outrora existia
Tivesse sido arrancada como folha de caderno velho.
Hoje, longe dos lamentos, ainda não escrevo
Mas diferente da apatia que antes paralisava
As palavras não repousam em folhas
Porque estão sendo vividas todos os dias, na prática.
As mãos escolheram escrevê-las em forma de carinho
Os olhos expressá-las em cada encontro de olhar
Os braços em todos os abraços
E a boca em cada beijo que preenche os vazios
E enche a vida do que antes eu não sabia que podia sentir
Agora dentre tantas expressões e vocábulos rebuscados
A frase que chega um pouco mais perto
Do que, em vão, tento descrever continua sendo aquela
Que vem sempre que penso em você
Para o meu Luiz
13 de janeiro de 2025

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