segunda-feira, 30 de março de 2015

O sonho da noite passada



(Para ouvir sonhando ou vice-versa -> Café a dois - Ana Larousse)

Aquele momento em que a gente percebe que está guardando todas as melhores coisas de alguém, como na música da Ana. Coisas que não são palpáveis, mas que ocupam mais espaço que bugiganga em apartamento. Coisas que a gente não se esforça pra lembrar todo dia e nem lembra, mas que surgem quando nada tá esperando. Como um sonho. Como num sonho.
É quando a gente sente uma nostalgia profunda e meio triste. Uma saudade gostosa. Uma felicidade por poder se lembrar e uma melancolia por querer de volta tudo aquilo no presente de presente... embrulhado e com um laço bem grande. 
É como reler uma carta antiga guardada a sete envelopes na gaveta no final da tarde, tomando o café - ainda morno - feito de manhã. 
É a delicadeza e o saudosismo de um amor que foi e ainda é... Igual uma frase que ouvi um dia num desses shows da vida: "porque o amor pode partir mas, ainda assim, o amor fica". 

Falta


(Falta - Ana Cañas)

Não tem objeção
Não tem explicação
Não tem justificativa
Não tem contestação
Não tem acordo
Não tem discordância
Não tem oposição
Não tem porquê
Não tem razão
Não tem pretexto
Não tem motivo
Não tem motivação
Não tem causa
Não tem defesa
Não tem rejeição
Não tem desculpa
Não tem contradição
Não tem argumento
Não tem você
Não tem condição.

#associaçõeslivres
Aquele amontoado de palavras que não falam muito, mas sentem tudo.