sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Não foi e não há...


(Escrevi ouvindo As histórias de amor sempre acabam - Superquadra)

Realmente tem horas que a gente não consegue mesmo falar tudo que tá entalado querendo sair em forma de choro. 
Eu ando com tanta raiva da vida e de mim que não dá nem pra mensurar. Perceber o quanto ainda sou fraca, frágil, ingênua não tem sido fácil. 
A verdade é que há muito tempo alguém não mexia tanto assim comigo. 
Ele veio a procura de paz e levou toda a minha. Eu me deixei levar. Eu vi nele a oportunidade de tocar o céu. E juntos fomos bem alto, mas chegando no topo ele soltou minha mão. Eu cai com a mesma rapidez com que subi e a queda foi bastante dolorosa. 
Ele apareceu e, então, a felicidade invadiu minha casa de uma forma tão avassaladora que não deu tempo de abrir a porta. Ela entrou derrubando tudo: portas, janelas, telhado, o portão que eu achava ser forte. E o que eu poderia fazer? Ela era uma visita que há muito tempo eu esperava. Finalmente ela chegara. Mas foi embora velozmente que não deu nem tempo de me despedir. Deixou-me só a certeza de que eu preciso construir muros bem mais fortes. Mas até que eu consiga levantar tudo de novo e com uma força redobrada terei que passar por longas noites de frio e solidão e um temporada de trabalho árduo. 
Quando ele surgiu todas as músicas especiais se tornaram “nossas” músicas. E agora voltarão a ser somente músicas. E o meu coração? 
Meu coração não mais... Não há. Não vida. Não paz. Não nós. 
Só palavras. Só lamentos. Só eu...
Só.

30 de dezembro de 2012

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