Realmente tem horas que a gente não consegue mesmo falar tudo que tá entalado querendo sair em forma de choro.
Eu ando com tanta raiva da vida e de mim que não dá nem pra mensurar. Perceber o quanto ainda sou fraca, frágil, ingênua não tem sido fácil.
A verdade é que há muito tempo alguém não mexia tanto assim comigo.
Ele veio a procura de paz e levou toda a minha. Eu me deixei levar. Eu vi nele a oportunidade de tocar o céu. E juntos fomos bem alto, mas chegando no topo ele soltou minha mão. Eu cai com a mesma rapidez com que subi e a queda foi bastante dolorosa.
Ele apareceu e, então, a felicidade invadiu minha casa de uma forma tão avassaladora que não deu tempo de abrir a porta. Ela entrou derrubando tudo: portas, janelas, telhado, o portão que eu achava ser forte. E o que eu poderia fazer? Ela era uma visita que há muito tempo eu esperava. Finalmente ela chegara. Mas foi embora velozmente que não deu nem tempo de me despedir. Deixou-me só a certeza de que eu preciso construir muros bem mais fortes. Mas até que eu consiga levantar tudo de novo e com uma força redobrada terei que passar por longas noites de frio e solidão e um temporada de trabalho árduo.
Quando ele surgiu todas as músicas especiais se tornaram “nossas” músicas. E agora voltarão a ser somente músicas. E o meu coração?
Meu coração não mais... Não há. Não vida. Não paz. Não nós.
Só palavras. Só lamentos. Só eu...
Só.
30 de dezembro de 2012

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