(What Was I Made For? - Billie Eilish)
Parece que todos os indícios apontam para apenas um fato e eu... Eu me esforço para fazer o caminho inverso. Aquela velha tentativa de nadar contra a maré, com o agravante de que não são apenas ondas seguindo o fluxo cotidiano natural, é um tsunami que pode mudar todo o curso da minha vida.
Às vezes é tão difícil lidar com o fardo da liberdade das minhas escolhas. Cada uma delas envolve perdas que eu não quero ter. E isso soa tão egoísta e infantil que chego a me assustar comigo mesma. Não sei o porquê de tanta dedicação em suprimir minha intuição, meu coração que, volta e meia, se vê procurando pequenas recompensas para preencher o eco dentro dele.
Eu queria estar mais feliz. Eu merecia estar mais feliz. Peço a Deus com tanta veemência essa pontada de alegria flamejante, com a urgência de quem sente que está prestes a partir e nunca mais voltar. Sinto medo de partir de mim mesma, de me perder só pra que outra pessoa supostamente se encontre.
Por outro lado é estranho pensar em largar tudo e deixar o outro ir. Estranho, porém o justo, talvez. Será que sentir dúvida já é a resposta? Será que o próximo passo é não dar o próximo passo? Onde moram as certezas?
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