O mar daqui transborda sob a areia, apagando as pegadas impressas no solo das ideias, idealizações e previsões ingênuas da uma ilha chamada eu.
O eu que sente o sal na boca e o amargor das perdas. O peso da culpa, o medo das pedras, a raiva da alegria.
E nessa deriva, que o mar transpasse o eu e o transcenda em onda e som. Som que faz gritar o silêncio e sussurra o real em cantos angelicais entre os traumatismos existenciais.
Que o eu adentre o profundo das águas e ali repouse, calmo, sólido, só.
Que o mar acolha e o eu se entregue.
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